Após o estabelecimento da ditadura militar, que teve início em 1964, foram muitas as mudanças relacionadas com a liberdade de expressão, entre elas, a censura nos meios de comunicação foi a mais drástica já vivida na história do país. A principal intenção dos militares era reforçar os ideais positivos da nação e ocultar qualquer tipo de crítica ao governo.
A Ditadura foi um período marcado pela opressão militar. Houve uma censura rigorosa das informações que era transmitida aos cidadãos, tudo era revisado pelo governo antes de ser publicado. A idéia era transmitir à população que as coisas estavam ocorrendo bem e, que o país estava em ordem de ‘bem comandado’. Por esse motivo os jornais foram obrigados a publicar poesias e até mesmo receitas.
Foi nesse período que a UNE (União Nacional dos Estudantes) se organizou e começou a agir efetivamente contra o regime militar. As passeatas eram uma forma de exteriorizar a insatisfação causada pela censura.
Em junho de 1968 houve a passeata dos cem mil, organizada pelo movimento estudantil, que contou com a ajuda de intelectuais e até mesmo artistas. Essas pessoas prosseguiram em protesto com uma enorme faixa escrito: "Abaixo a Ditadura. O Povo no poder". É claro que o governo repreendeu esses opositores e muitos estudantes foram detidos e presos. Mas, mesmo com a repressão as manifestações continuaram.
Oscilando entre graus de maior e menor intensidade, a censura teve seu ápice no período da publicação do AI – 5, no governo Médici, quando estas manifestações populares estavam no auge.
Com a instauração do AI-5, ato institucional que vetava as manifestações de caráter popular, suspendia o direito de habeas corpus em todos os tipos de casos jurídicos e impunha a censura nos veículos de comunicação, foi possível que os militares utilizassem medidas mais drásticas. Muitos foram exilados, assassinados, presos, torturados ou simplesmente desapareciam.
Durante a Ditadura foi criado o ‘Destacamento de Operações de Informações- Centro de Informações de Defesa Interna’ (DOI-CODI), que era um orgão de repressão. Os militares ameaçavam muitas pessoas que transmitiram oposição ao regime. Um exemplo de repressão e abuso do poder que esse órgão exerceu, é o caso do jornalista assassinado Vladimir Herzog. Ele dirigia o telejornal da TV Cultura, quando dois agentes da polícia entraram na redação e levaram-no ao DOI-CODI, onde foi torturado e morto. A morte de Herzog causou ainda mais revolta na população e, impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira.
Com todos estes acontecimentos, a população foi sendo despertada para agir e participar da política nacional, mesmo que de uma maneira mais indireta. Surgem então muitos nomes artísticos que incluíam seus ideais de mudanças através de letra de músicas, obras de arte e filmes. Toda a forma de produção cultural que ocorria neste momento destaca a contestação e a insatisfação pública, que interferiria posteriormente na situação do país.
A ditadura militar brasileira controlou os meios de comunicação. Nos anos 80 a luta dos movimentos estudantis teve mais impacto sobre o regime. Nas manifestações, a evidência pela Democracia crescia ao mesmo tempo que na Inglaterra ocorriam os movimentos punks, que também evidenciavam ideais de liberdade de expressão. Os músicos brasileiros consolidavam suas ações com o objetivo de alcançar os jovens para opinar na política. Hoje ocorre o inverso, os jovens se preocupam com diversões distantes à política e se rebelam nas poluições visuais, na violência e no abuso excessivo de drogas. Preocupações que estão bem distantes e nada relacionadas às mudanças no quadro político e social do país.
Deveríamos refletir mais sobre a frase: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber,quem sabe faz a hora,não espera acontecer...” versos da música de Geraldo Vandré que foi escrita na década de 60,durante a Ditadura Militar.
Carlos Alberto
Dayana Holanda
Fernanda Galib
Mariana Ledo
Sâmia El Saifi
Quais seriam “os ideais positivos da nação”? Que tipo de ideologia era praticada e apoiada por uma parcela da sociedade? Afirmam que: “A morte de Herzog causou ainda mais revolta na população e, impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira”. A ditadura demorou 10 anos após a morte de Herzog para que terminasse e a década de 1970 foi a mais repressiva.
ResponderExcluirQue quiseram dizer com “despertada”? Estimulada? Além disso, os movimentos artísticos formam os primeiros a manifestar-se durante o período militar e não no final dele.
Quando escrevem: “Nas manifestações, a evidência pela Democracia crescia ao mesmo tempo que na Inglaterra ocorriam os movimentos punks, que também evidenciavam ideais de liberdade de expressão”. Como associam o movimento punk com os movimentos contra a ditadura? Os princípios são bem diferentes, porque se tratam de conjunturas diferentes, em qualquer estudo é preciso contextualizar.
A atual apatia política dos jovens que se apresenta segundo vocês “nas poluições visuais, na violência e no abuso excessivo de drogas” também precisa de contextualização. Cuidado com os juízos de valores, para saber a falta de interesse é preciso efetuar um estudo e não somente lançar uma frase no parágrafo.
Penso que poderiam ter enveredado pelo viés da censura dos meios de comunicação e aprofundado mais, o artigo siderou numa compilação de dados. O texto merece uma revisão para evitar repetições e traçar uma lógica interna.
Adriana Martinez
Os Militares mostravam que a implementação da Ditadura era relacionada com ideais de futuro para nação, de esperança e mudanças benéficas para a sociedade impostas pelos coronéis e sargentos do regime militar. Para esposa de Vlado, foram três anos de medo e opressão para falar aos seus filhos que seu Pai, Vladimir Herzog foi torturado e que não cometeu suicídio, como foi divulgado à princípio pelos militares, isso foi repercutido em toda a imprensa mundial, grupos de intelectuous em repressão ao golpe, evidenciam sua revolta em jornais, atores em manifestações teatrais foram para os palcos com objetivo de luta pela democracia contra o regime, fazendo de atrativo para a população em geral participar do movimento democrático. Os punks tiveram grande marca histórica no Brasil em 1977, após os movimentos estudantis pela UNE, artistas renomados como Chico Buarque, Nara Leão, greve dos metalúrgicos de Osasco, São Paulo, e de Contagem, Minas Gerais, ambas em 1968, foram as últimas manifestações operárias da década de 60. Em pleno regime militar os punks que surgiram na Inglaterra, estavam disseminados no Brasil com o intuito de agregarem aquele novo som protestante em suas realidades. As poucas revistas que era publicadas no Brasil com fotos dos Ramones e Sex Pistols é imitado nos jovens brasileiros usando jeans, camiseta branca, alfinetes nas roupas e no rosto como forma de agressão ao sistema, era mais um caminho de entre milhares de revoltas populacionais para lutar pela democracia. Com todo aparato punk por exemplo, é evidente a união populacional que muitos adaptaram seus ideais para uma igualdade social, para uma liberdade de princípios em que a sociedade lutava. A poluição visual que muitas vezes pode ser encontradas na TV com as propagandas de diversos produtos e serviços, estimulam o individualismo no ser humano em requerer aos princípios próprios e não ao bem comum em que pode ser debatido como o caso da Política, o abuso excessivo de drogas está ligado à facilidade em encontrar os entorpecentes nas escolas, ruas e qualquer outro lugar para comodidade do jovem, seus interesses estão mais para diversão própria ao invés de luta pelo bem comum, na qual, se deparamos hoje com a falta de educação alcançada nas escolas públicas do estado por exemplo. É neste aspecto que vemos que muitos jovens de 16 anos cometem crimes como tráfico de drogas, roubo e confronto armado e descaso com os professores em sala de aula, representa a perda de "mentes pensantes" para atribuir à globalização que o cerca, à modificar o meio em que vive com propósitos debatidos com os educadores e que está simplesmente ignorado pela maioria deste povo, devido ao descaso governamental.
ResponderExcluirCarlos Alberto Prado
Valeu a resposta, alguns pontos foram esclarecidos, outros ainda ficam sobrecarregados de informações que numa outra ocasião deveriam ser desdobradas. Sem dúvida, tudo pertence ao mesmo contexto, porém, cada país tem a sua particularidade. Além disso, não esqueça que a ditadura militar durou 20 anos, é uma temática muito ampla, por isso é legal fazer sempre um recorte.
ResponderExcluirAdriana Martinez