
Mais do que uma simples ideologia, o nacionalismo se mostra como uma forma de explicar um orgulho exacerbado pela própria pátria e preconceito com pessoas de outras etnias ou nacionalidades.
No clube Atlético de Bilbao há uma clara demonstração da ideologia nacionalista. O time do País Basco é formado somente por atletas nascidos na região. O argumento para a exclusão é que o time deve valorizar a própria cultura e por esse motivo nenhum jogador espanhol ou de qualquer outra nacionalidade pode fazer parte da equipe. No país, esse tipo de comportamento é de certa forma comum, já que há tempos os bascos tentam sem sucesso a separação da Espanha, liderados pelo grupo ETA (Euskadi Ta Askatasuna).
O Brasil não está isento desse tipo de patriotismo, a diferença é que em nosso país a ideologia se manifesta com mais intensidade nas épocas de Copa do Mundo. Em outros momentos, alimentamos um “nacionalismo mascarado”: que só existe quando algo bom acontece no país ou quando resolvemos reivindicar algo que de fato pode afetar nosso cotidiano. De quatro em quatro anos mostramos ao mundo o quão patriotas somos ao não trabalharmos em horário de jogos da seleção e vestirmos verde e amarelo, simbolizando o orgulho de ser brasileiro. Mas quando não há grandes competições de futebol passamos os dias reclamando dos políticos, da falta de empregos e tantas outras coisas, e dizendo a quem quiser ouvir o quanto o Brasil é subdesenvolvido e ultrapassado.
O “nacionalismo” brasileiro não é o nacionalismo fundado nas raízes da ideologia patriótica, do amor pelo país nem da preservação da cultura nacional, mas o do orgulho passageiro que só aparece quando convém. O brasileiro só vai poder se considerar nacionalista ou patriota quando deixar de ser apenas o “único pentacampeão mundial” e começar a defender o lugar onde nasceu mesmo com todos os defeitos que ele possa ter.
Brunno Minelli
Costantino Nicholas
Marília Torello
Marina Sakovic
Rafael Abreu
Renan Palhares
No clube Atlético de Bilbao há uma clara demonstração da ideologia nacionalista. O time do País Basco é formado somente por atletas nascidos na região. O argumento para a exclusão é que o time deve valorizar a própria cultura e por esse motivo nenhum jogador espanhol ou de qualquer outra nacionalidade pode fazer parte da equipe. No país, esse tipo de comportamento é de certa forma comum, já que há tempos os bascos tentam sem sucesso a separação da Espanha, liderados pelo grupo ETA (Euskadi Ta Askatasuna).
O Brasil não está isento desse tipo de patriotismo, a diferença é que em nosso país a ideologia se manifesta com mais intensidade nas épocas de Copa do Mundo. Em outros momentos, alimentamos um “nacionalismo mascarado”: que só existe quando algo bom acontece no país ou quando resolvemos reivindicar algo que de fato pode afetar nosso cotidiano. De quatro em quatro anos mostramos ao mundo o quão patriotas somos ao não trabalharmos em horário de jogos da seleção e vestirmos verde e amarelo, simbolizando o orgulho de ser brasileiro. Mas quando não há grandes competições de futebol passamos os dias reclamando dos políticos, da falta de empregos e tantas outras coisas, e dizendo a quem quiser ouvir o quanto o Brasil é subdesenvolvido e ultrapassado.
O “nacionalismo” brasileiro não é o nacionalismo fundado nas raízes da ideologia patriótica, do amor pelo país nem da preservação da cultura nacional, mas o do orgulho passageiro que só aparece quando convém. O brasileiro só vai poder se considerar nacionalista ou patriota quando deixar de ser apenas o “único pentacampeão mundial” e começar a defender o lugar onde nasceu mesmo com todos os defeitos que ele possa ter.
Brunno Minelli
Costantino Nicholas
Marília Torello
Marina Sakovic
Rafael Abreu
Renan Palhares
No artigo de vocês encontrei várias contradições, além de alguns juízos de valor e confusões conceituais. Começando pelas contradições parecem discordar com o País Basco por só contratar jogadores da região e por outro lado desejariam que os brasileiros fossem nacionalistas. Vejam o patriotismo é a base do nacionalismo e quando vocês enaltecem pelo avesso tanto o nacionalismo (pela sua falta), principalmente no “amor pelo país e a preservação da cultura nacional, o orgulho, etc.” pergunto-me o que foi entendido pelo grupo sobre nazismo por exemplo, ou sobre os perigos do nacionalismo exacerbado. Equívocos conceituais precisam ser revistos como por exemplo: o que é a cultura nacional num país que é multicultural e a identidade nacional foi forjada além de predominar uma cultura dominante em detrimento da exclusão de outras culturas como a indígena e a negra? Quando falam de “ideologia patriótica” o que querem dizer? Precisam rever o conceito de ideologia ele significa: formas de conhecimentos ilusórios que mascaram os conflitos sociais e servem de instrumento de dominação de classe. Penso que conceitos devem ser revistos pelo grupo.
ResponderExcluirAdriana Martinez