O nacionalismo é um sentimento que desperta, nasce ou é estimulado na vida dos cidadãos de um determinado país. Sentir fascinação e orgulho por tudo que é de sua terra é normal entre os nativos de qualquer região, que consequentemente desejam melhorias e conquistas para sua pátria. No Brasil, por exemplo, os momentos de nacionalismo acontecem a cada quatro anos, durante a Copa do Mundo. Mobilizações do povo brasileiro iguais as que acontecem na Copa não ocorrem com tanta intensidade em outro período ou momento no país.
Os brasileiros se vestem com as cores da bandeira, cantam o hino nacional o mais alto possível e o maior número de vezes que puderem, enfeitam as ruas para as comemorações, não falam em outra coisa a não ser nos jogos em que o Brasil tem mais chances de ganhar. Enfim, o país para, e o sentimento de união, torcida e orgulho de ser brasileiro invade o coração de todos.
Mas no fim do campeonato todos voltam à sua rotina de vida. Retornam aos seus trabalhos sem a sensação de união. A mídia torna a cobrir as notícias do cotidiano e as “estrelas da festa”, os jogadores da seleção brasileira, retornam aos seus times de origem.
A felicidade de ser brasileiro na temporada de Copa do Mundo é única. Não há nada igual em outra ocasião, isso porque todos estão em sintonia, em prol do Brasil, a favor de que o país tenha mais uma vitória mundial. Afinal o Brasil é o país do futebol e o futebol é uma paixão nacional. Mas, ter motivação para acompanhar o próprio país apenas nesse momento é o que provoca a depredação, destruição e o constante abandono das políticas públicas nacionais. Se o povo brasileiro participar e fiscalizar a administração do estado tanto quanto, de quatro em quatro anos, acompanha os resultados dos jogos de futebol é possível mudar a situação do país. E tentar construir uma sociedade justa e igualitária.
Ter um pouco de nacionalismo, apenas o suficiente para ocasionar interesses para o bem comum, para o bem de todos daquela nação sem prejudicar, ferir ou aniquilar outros governos é o ideal e necessário em um país.
Ana Claudia Cabanas
Amanda Souza
Iara Aurora
Mariana de Campos
Mariana Reis
Thatiana Rós

No texto o grupo se posiciona a favor do uso patriótico do futebol fora dos períodos de copa do mundo e deixa de fazer a análise do uso político desse esporte para exaltar os sentimentos nacionalistas. Portanto, o texto acaba expressando um juízo de valor do grupo em detrimento de uma análise mais ampla dos usos ideológicos do futebol no Brasil. E entende-se por ideologia formas de conhecimentos ilusórios que mascaram os conflitos sociais e servem de instrumento de dominação de classe.
ResponderExcluirQuando se afirma que "Sentir fascinação e orgulho por tudo que é de sua terra é normal entre os nativos de qualquer região" é preciso cuidar para não naturalizar o nacionalismo (tornando o nacionalismo uma coisa "natural" o nacionalismo foi uma construção dentro do Estado Nação) e com isso ocultando os conflitos de interesses que criam e sustentam o nacionalismo.
Adriana Martinez
Quando tentamos, através da nossa análise, exemplificar o uso do Nacionalismo, deixamos de fazer uma análise política a respeito do assunto e passamos a defender o nacionalismo como algo “natural”, esquecendo da sua construção histórica dentro do Estado Nação.
ResponderExcluirO nacionalismo surgiu na formação dos Estados modernos através de intelectuais e acadêmicos. Estes tentavam encontrar fundamentos que dessem sustentação ao nacionalismo, trabalhando com fatores objetivos como o critério de raça, língua e padrões culturais. Dessa forma, o sentimento nacionalista serviu para construir uma identidade coletiva para integração e unificação dos humanos.
A partir disto, o nacionalismo começou a produzir resultados politicamente ambíguos. De um lado, é através do Estado-nação (mesmo território e leis) e do nacionalismo que é possível dar fundamento à cidadania moderna (estruturada no princípio da igualdade cívica) e, com base neste fundamento, a origem dos ideais de direitos humanos.
Da mesma maneira que a força pode unir os cidadãos de um determinado Estado-nação, ela também pode ser a responsável pela divisão e conflito entre as diversas nacionalidades. Um exemplo é o liberalismo multilateral (entre todos os países) citado em sala. Para existirem as negociações multilaterais não pode existir o nacionalismo (protecionismo comercial).
Hoje, o Nacionalismo também acaba por ser compreendido como uma forma de mascarar os problemas sociais, funcionando como instrumento de dominação e manipulação que age por meio do convencimento, tornando o indivíduo alienado, ou seja, fora do contexto real daquilo que está acontecendo no momento, onde oculta-se a realidade e torna-se passivo.
Um grande exemplo atual é o futebol, pois podemos considerá-lo não só um exemplo de nacionalismo brasileiro, mas também mundial. As pessoas ‘esquecem’ dos problemas sociais, como, desemprego, saúde pública, educação, habitação e etc., e só pensam no futebol, como se os jogos, os times, a partida e o resultado fossem mais importantes do que as dificuldades do país. Esse sentimento aflora ainda mais durante a Copa do Mundo, a exemplo da Copa que será realizada no Brasil em 2014 e as Olimpíadas em 2016. As autoridades estão mais preocupadas em investir na infra-estrutura do país para suprir os jogos, receber turistas e atletas de outros países do que com os problemas que a população sofre. Ou seja, não há uma boa infra-estrutura para a própria população do país, mas os problemas são encobertos pelo sentimento nacionalista enraizado no brasileiro.
Ana Claudia Cabanas
Mariana Campos
Thatiana Rós